sábado, 31 de outubro de 2009

Associação Portuguesa de Árbitros do Porto

Dias depois de ter nomeado um árbitro do Porto para um jogo do Benfica, a Comissão de Arbitragem nomeou outro árbitro do Porto para um jogo do Benfica. O portuense Jorge Sousa dirigirá o Braga-Benfica de hoje. Para o Benfica, a APAF é, na verdade, uma APAP: Associação Portuguesa de Árbitros do Porto. Ao que parece, os árbitros oriundos da cidade do Porto estão mais qualificados para arbitrar os jogos do Benfica. Trata-se de uma coincidência que, aliás, se saúda: sempre é da maneira que a cidade do Porto consegue ter um elemento seu ligado a um bom jogo de futebol. Nos dias que correm, já é bem bom.
Dias depois de Bruno Alves, com risco para a sua própria integridade física, ter tido a grandeza de esticar a perna e pontapear a cabeça de um jogador da Académica que se encontrava caído, Jesualdo Ferreira avisou que estará atento à conduta de Pablo Aimar. Faz sentido. Quando caiu na área do Nacional, Aimar podia ter alçado a perna para atingir o adversário na cabeça e não o fez. Estamos perante um comportamento que só pode causar estranheza no Estádio do Dragão. Ontem, Bruno Alves aplicou uma joelhada na nuca de um adversário. Como se costuma dizer, o campeonato é uma prova de regularidade, e Bruno Alves é mesmo muito regular.
Dias depois de ter recebido variadíssimos prémios por causa do brilharete que fez na época passada, a equipa do Porto (e também o Hulk) empatou em casa contra um forte conjunto que o Benfica cilindrou por 4-0 fora. A equipa do Porto (e também o Hulk) teve algumas dificuldades, mas merece o benefício da dúvida: Falcao está a demonstrar que é um muito razoável suplente, bem como um tal Rodríguez. Quanto aos outros problemas, serão fáceis de solucionar: se houver uma bola para a equipa do Porto e outra para o Hulk, jogará cada um para seu lado na mesma, mas sempre se entretêm mais.
Dias depois de Pinto da Costa ter dito que o Braga era o principal adversário do Porto, os bracarenses queixaram-se de terem sido prejudicados pela arbitragem. Se há surpresas no futebol português, esta é uma delas: o principal adversário do Porto, roubado? Não posso acreditar. Terei de ver o resumo do jogo em causa, mas até lá sinto-me tentado a acreditar que estamos perante um grande exagero.
Dias depois de terem perdido por 3-0 no Dragão, com um penalty que consideraram duvidoso e duas expulsões que lhes pareceram injustas, jogadores e técnicos do Nacional da Madeira perderam por 6-1 na Luz, com um penalty que consideraram duvidoso e duas expulsões que lhes pareceram injustas. A única diferença foi que, na Luz, marcaram um golo ilegal validado pelo árbitro (curiosamente, portuense). Por isso, criticaram duramente a arbitragem, enquanto no Dragão se mantiveram caladinhos que nem ratos. Manuel Machado gosta muito de falar caro, mas infelizmente é um fala-barato. E Ruben Micael disse que, no intervalo, aconteceram coisas no túnel, mas não quis revelar quais. Logo por azar, Ruben Micael tinha prometido, antes do jogo, que marcaria um golo na Luz, o que não viria a verificar-se. Não admira que já ninguém acredite muito no que diz Ruben Micael sobre o que vai acontecer ou já aconteceu na Luz.

Ricardo Araujo Pereira - Jornal abola 31-10-2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O poder do 'Gato Fedorento'

Marcelo Rebelo de Sousa temperou o programa 'Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios', o antepenúltimo, com um sorriso "matreiro" que, aliás, o próprio Ricardo Araújo Pereira devolveria a Marcelo numa das perguntas. O professor deixaria entretanto cair, no meio das gargalhadas - permitam esta linguagem felino-fedorenta -, alguns 'calduços' no poder, sobretudo no dos Gato que ali foram expondo, ao longo de mês e meio, primeiro-ministro, líderes da oposição actuais, antigos e putativos, e ainda muitas outros personagens do poder "tradicional", como lhe chamou Marcelo em contraponto com o poder dos humoristas. Com o pretexto de esmiuçar os sufrágios e num ciclo eleitoral intenso, o programa conseguiu audiências médias superiores a 1,3 milhões de espectadores. Manuela Ferreira Leite falou e até sorriu, durante alguns minutos, em plena campanha, para perto de dois milhões de espectadores. Paulo Portas teve uma audiência ligeiramente superior e o menos apelativo seria Moita Flores. Mesmo assim, o autarca de Santarém prendeu ao ecrã 1,061 milhões de espectadores. Era também deste poder que Marcelo falava, um poder, acrescenta, de que "os mais chatos" não desfrutam.
Mas o que verdadeiramente esmiuçaram os gatos? Ainda que sempre dispostos a fazer humor na surpreendente e incómoda pergunta virada e revirada à medida da piada, a resposta dos Gato à pergunta do Expresso foi enviada por e-mail: "Só respondemos por escrito", explicou-nos José Diogo Quintela. Respeitamos e transcrevemos a resposta: "Como o nome do programa sugere - de forma bastante subtil, aliás -, pretendíamos esmiuçar as eleições. Temos dúvidas de ter alcançado esse objectivo, mas já ficávamos satisfeitos se, em trinta programas, os espectadores tivessem achado alguma graça a dois".
Talvez com mais subtileza, Marcelo dava a sua opinião, nos bastidores, dizendo que "o humor aproxima tudo de todos". E que, "num formato curto e rápido", os espectadores vão abocanhando a actualidade política sem a "chatice do discurso politiquês", citando, nesta última expressão, Pacheco Pereira. É uma explicação para o corrupio de políticos à mesa de Ricardo Araújo Pereira.
"A classe política não fez fila para desfilar no nosso programa, no sentido em que quem esteve presente não o fez por se ter de alguma forma insinuado a ser convidado. Convidámos as pessoas, e as que acharam por bem aceitar estiveram no programa", dizem os Gato. Mas porque é que quase toda a classe política se expôs ali, apesar do desconforto de algumas perguntas? Dava para dizer que na política só há dois tipos: os que foram aos gatos e os que não foram, e nestes incluem-se Pacheco Pereira mas também Cavaco Silva. Ora, regressando ao humor, de tudo o que pingou das tertúlias humorístico-políticas, a entrevista a Marcelo seria, caso fosse a derradeira, uma boa despedida. Mas mais dois estavam já na linha de montagem: um virado para o futuro próximo, com Francisco Assis e Aguiar Branco - dois líderes parlamentares, da situação e da oposição - e outro, que seria com o Presidente da República, mas que este acabou por recusar. Cavaco confessaria a sua simpatia pelo humor dos Gato Fedorento e pelo programa em questão, mas, pelos vistos, com o chefe de Estado não se brinca.
O humor é assim, poderoso. Há até quem diga que mata, mas será também uma boa porta para a aproximação dos mais jovens à política? "Eventualmente, mas nunca foi nosso objectivo cumprir essa função. O nosso único objectivo é fazer humor", dizem os Gato. Mas Rafael, estudante do ISCTE, que fez fila para assistir, ao vivo, a este programa, garantiu que foi o humor de Ricardo, Zé Diogo, Miguel e Tiago que o "aproximou dos temas políticos" - e confessa que "contribuiu" para a sua opção de voto.
Humberto Costa (www.expresso.pt)
23:57 Quinta-feira, 29 de Out de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mão robótica sensível

Foi criada uma mão robótica que permite aos amputados sentir o que estão a agarrar, para um controlo mais preciso dos movimentos.


De acordo com o site Physorg, a mão robótica foi criada, desenvolvida no âmbito do projecto Smart Hand, foi criada por investigadores da Universidade de Lund na Suécia e da Scuola Superiore Sant'Anna, em Itália.Esta prótese avançada demorou dez anos a ser criara e inclui quatro motores e quarenta sensores desenhados para providenciar sensação à pessoa que a usa. É o primeiro dispositivo do género a enviar sinais para o cérebro, permitindo ao utilizador experimentar sensações nos dedos e na mão.
Apesar dos avanços, a Smart Hand ainda está longe de funcionar como uma mão normal, visto nesta que existem milhões de sensores nervosos.A BBC fez uma reportagem sobre o primeiro implantado com a Smart Hand.