segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Muse no Pavilhão Atlântico

Pavilhão Atlântico esgotou para ver os britânicos Muse. Mais que um concerto, o espectáculo revelou-se um festival de sensações, com a música e o cenário a encherem as medidas dos milhares de fãs que marcaram presença.
Sensivelmente 15 minutos após a hora marcada, e depois de congeminadas diversas teorias sobre os três arranha-céus que constituíam o pano de frente do palco, as luzes apagam-se finalmente para a entrada dos protagonistas da noite. Um a um, acendem-se os apartamentos dos três prédios, surgem depois vultos a subir escadas e quando esses mesmos vultos começam a cair (qualquer semelhança com a realidade não será pura coincidência), a introdução adensada pela pulsação acelerada da música rebenta no início de "Uprising". Os três elementos dos Muse surgem então em três plataformas distintas, bem acima do palco, e o público recebe em êxtase o primeiro single do novo The Resistance , cantado a plenos pulmões.


A componente visual dos espectáculos do trio de Teignmouth, à qual sempre foi dada a devida atenção, está mais aguçada que nunca, com as teorias da conspiração de que o líder Matthew Bellamy tanto gosta a reflectirem-se nela. Feixes de laser e um esquema de luzes que deixa qualquer um como um burro a olhar para um palácio, ajudam a construir um ambiente perfeito de tensão extasiante. "Resistance" (segundo tema da noite e também o segundo tema do novo álbum) mantém o público em alta, com o seu ritmo cavalgante e teclados mágicos.
Trocando as voltas àqueles que já pensavam que a banda seguiria por The Resistance adentro, a primeira surpresa da noite veio na forma do velhinho "New Born", para grande contentamento da plateia. A banda desce então ao palco e o festim de lasers atinge níveis hipnóticos. Tempo para avançar até ao muito celebrado Black Holes and Revelations , que esta noite partilhou o protagonismo com o novo álbum: ao brilhante "Map of the Problematique" sucedeu um envolvente "Supermassive Black Hole", mais demoníaco que nunca.

Marcando o regresso ao presente, "MK Ultra" ajuda a clarificar que os temas de The Resistance não só estão na ponta da língua como são bastante bem recebidos, como se veria mais à frente na balada progressiva de ritmos arabescos "United States of Eurasia". Pelo meio, um dos temas mais celebrados da noite: "Hysteria" é, juntamente com "Stockholm Syndrome" já no encore, uma das poucas incursões por Absolution (álbum de 2003), mas nem por isso deixa de ser uma das mais celebradas da noite.

Sentado ao piano luminoso, Bellamy recupera então "Feeling Good", tema celebrizado na voz de Nina Simone que renasceu em formato rock no segundo álbum do trio, Origin of Symmetry . Mantendo o ritmo relativamente calmo, a ponte para o presente faz-se com "Guiding Light" e, depois de um interlúdio bateria/baixo em plataforma giratória, irrompe "Undisclosed Desires", tema dançável que constitui o actual single e parece arrebatar bastantes corações femininos entre a plateia.

Seguir-se-ia então a sequência ganhadora do concerto: "Starlight", "Plug In Baby" e "Time Is Running Out" levam a audiência ao êxtase. Saltos, refrões cantados a plenos pulmões exigiram a entrada em cena dos balões brancos gigantes que gravitam nos concertos dos Muse desde a época de Hullabaloo . A terminar o corpo principal do espectáculo esteve "Unnatural Selection", mais um tema do presente que, em registo acelerado, se revela um dos temas novos que mais surpreende ao vivo. A saída de palco deu-se depois dos elogios merecidos ao público.



As apostas para o encore eram várias: "Bliss", "Sing for Absolution", "Muscle Museum" ou "Unintended" seriam porventura as mais desejadas, mas a banda volta a trocar as voltas e serve a sinfónica "Exogenesis: Symphony Pt 1: Overture" (falsete irrepreensível de Bellamy), saltando depois para o estrondoso "Stockholm Syndrome" e o divinal "Knights of Cydonia", acompanhado por coro gigantesco e explosões de fumo a finalizar. O culto dos Muse em solo nacional - bem sustentado por concertos memoráveis na Aula Magna, em festivais a norte e a sul e no Campo Pequeno - está mais vivo que nunca e o trio britânico voltou a justificar esta noite a chusma de prémios relativos às suas prestações ao vivo que recebeu em terras de sua majestade. Bravo é dizer pouco.

Alinhamento:

"Uprising"

"Resistance"

"New Born"

"Map of the Problematique"

"Supermassive Black Hole"

"MK Ultra" "Hysteria"

"United States of Eurasia"

"Feeling Good"

"Guiding Light"

"Undisclosed Desires"

"Starlight"

"Plug In Baby"

"Time Is Running Out"

"Unnatural Selection"

"Exogenesis: Symphony Pt 1: Overture"

"Stockholm Syndrome"

"Knights of Cydonia"



sábado, 28 de novembro de 2009

Atenção ao criativo do Sporting: Pedro Proença

QUEM será o elemento mais perigoso para o Benfica, no derby de hoje? A resposta é evidente: o nosso adversário mais criativo será o árbitro Pedro Proença. Quem se lembra do modo como, no ano passado, inventou um penalty a favor do Porto por falta inexistente de Yebda sobre Lisandro Lopez, reconhece nele um criativo com muita imaginação e capacidade de decidir uma partida. Na dúvida, Pedro Proença decide sempre contra o Benfica. Prejudicar o clube que alegadamente prefere foi a forma que encontrou de exibir uma suposta imparcialidade. Outra hipótese era arbitrar de acordo com as leis do jogo, mas é mais difícil. A comissão de arbitragem retribui nomeando-o sistematicamente para jogos importantes. É mais um factor de interesse para o jogo de hoje: como vai Pedro Proença prejudicar o Benfica para mostrar a toda a gente que é um benfiquista imparcial? Com Yebda a jogar em Inglaterra, será mais difícil, mas para Proença não há impossíveis.

Repare o leitor na dualidade de critérios que grassa no futebol português: o Porto foi a Oliveira do Azeméis jogar com um desses clubes pequenos cujo relvado é reconhecidamente péssimo. O jogo foi adiado até que haja condições para jogar. O Benfica vai a Telheiras jogar com um desses clubes pequenos cujo relvado é reconhecidamente péssimo. O jogo realizar-se-á na data prevista.
Pior para nós, uma vez que o Sporting atravessa um bom momento. Tem um treinador, mas comunicou a sua contratação à CMVM de madrugada e ainda não o apresentou. A primeira vez que apareceu, foi na internet — como os boatos e os vírus informáticos. É um treinador clandestino, o que constitui uma vantagem: assim, os adeptos não sabem na direcção de quem agitar lenços brancos.
Há uns meses, o presidente do Sporting disse que o fundo de jogadores do Benfica era uma vergonha. Agora quer, sem grande sucesso, imitá-lo. O que desejo para o derby desta noite é exactamente isso: um resultado que os sportinguistas considerem hoje uma vergonha e que, no futuro, pretendam, sem sucesso, imitar.
Não será fácil, visto que o Benfica vive tempos difíceis. O derby joga-se precisamente na altura em que o clube se vê mergulhado num escândalo. Há uns anos, se bem se recordam, a Selecção Nacional passou por escândalo muito semelhante: num estágio, os jogadores tinham estado agarrados a senhoras cuja profissão dizem ser, embora eu não concorde, pouco digna. Esta semana, calhou ao Benfica: Jorge Jesus apareceu na imprensa abraçado a uma pessoa cuja profissão é, de facto, pouco digna. Foi repugnante e esperamos todos que não se repita.
Cada vez gosto mais da série Liga dos Últimos. Na semana passada, o episódio era especialmente divertido: foi preenchido com a transmissão integral de um jogo entre os Pescadores da Costa da Caparica e outra colectividade cujo nome já não recordo. O costume: treinadores patuscos, adeptos rústicos, jogadores com mais vontade que talento. Na primeira parte, os Pescadores dominaram. Os adversários não pareciam capazes de vencer onze peixeiras, quanto mais pescadores. Na segunda parte, porém, algum excesso de confiança dos Pescadores permitiu uma surpreendente reviravolta. Quem diz que nos escalões inferiores não há emoção?



Por Ricardo Araújo Pereira, edição 28 Novembro 2009 - Jornal "A Bola"


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Novo supergrupo à vista

Um supergrupo formado por Jimmy Page, Joe Perry, Eric Clapton e Brad Whitford poderá estar na iminência de aparecer.

O produtor Kevin Shirley (Iron Maiden, Led Zeppelin) revelou no seu blogue ter havido sessões de estúdio com os quatro músicos. Mesmo tendo negado a existência de um supergrupo, as gravações irão continuar em 2010.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Apple recusa-se a reparar computadores de fumadores

A Apple é acusada de não prestar assistência técnica a computadores de clientes que fumam, alegando que os aparelhos estão "contaminados" e podem prejudicar a saúde dos técnicos.

O site "The consumerist" recebeu duas queixas de clientes da Apple, juntamente com uma cópia das cartas que estes enviaram ao presidente do grupo Steve Jobs a apresentarem a sua reclamação, não tendo obtido qualquer resposta.

Os clientes queixam-se que os funcionários das lojas da Apple recusaram reparar os seus computadores alegando que os contratos têm uma série de requisitos e comportamentos que suspendem a garantia dos aparelhos, nomeadamente o facto destes serem utilizados em ambientes adversos, como casas onde se fuma.

Os clientes adiantam também que as lojas da Apple têm uma lista de produtos nocivos, que incluem a nicotina e o pó de talco, pelo que argumentam que reparar o computador de pessoas que fumam pode ser prejudicial aos seus trabalhadores.

domingo, 22 de novembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

A Selecção de quem Carlos Queiroz quiser

DE que falamos quando falamos da Selecção Nacional? Curiosamente, falamos de Scolari. Os apreciadores de Scolari gostam de recordá-lo e os seus críticos não conseguem esquecê-lo. Pessoalmente, tenho acerca de Scolari uma opinião muito particular que é não ter opinião nenhuma. Nunca soube nem me interessei por saber se era bom ou mau treinador. Não dou assim tanta atenção à Selecção Nacional. De Scolari, sei apenas o que os números fazem a gentileza de indicar: que é o treinador mais bem sucedido de sempre da selecção portuguesa. Além de ter sido campeão nacional e sul-americano de clubes e campeão mundial de selecções. De Carlos Queiroz, sei que, como treinador principal de seniores, nunca foi campeão de coisa nenhuma. E, na minha opinião, nota-se. No entanto, os apoiantes de Queiroz falam como se ele tivesse o currículo de Scolari e Scolari tivesse os resultados de Queiroz.

O próprio Queiroz fala como se, tendo conquistado o direito a ir ao Campeonato do Mundo, tivesse conquistado o Campeonato do Mundo. Apesar de tudo, há diferenças. Em princípio, a final do Campeonato do Mundo não será contra a Bósnia. Isso não impede Queiroz de se comportar como dono da Selecção. Esta já não é a Selecção de todos nós, é a Selecção de quem Carlos Queiroz quiser. A ida ao Campeonato do Mundo é para celebrar apenas com aqueles que sempre acreditaram. Os hereges que tiveram a desfaçatez de não acreditar que uma Selecção incapaz de ganhar a dez albaneses conseguiria ir ao Mundial, estão excluídos dos festejos. É bem feita. Quem ousa criticar a Selecção por bagatelas como um empate em casa contra uma Albânia desfalcada tem o que merece.

Os apoiantes de Queiroz, os únicos devidamente autorizados a festejar o apuramento da Selecção, estão, infelizmente, incapacitados de celebrar. A Selecção joga mal, pelo menos tão mal como eles diziam que jogava a de Scolari. A Selecção tem sorte, pelo menos tanta sorte como eles diziam que a de Scolari tinha. A vitória da Dinamarca sobre a Suécia e as três bolas no ferro contra a Bósnia parecem obra da Senhora do Caravaggio. A única diferença em relação à Selecção de Scolari é que, antigamente, conseguíamos a qualificação directa, e agora temos de ir ao play-off. Mas isso não chega para fazer com que os apoiantes de Queiroz deixem de sentir que estão, de facto, a festejar uma vitória à Scolari. Um deles disse que esta Selecção é tão mais fraca do que a de Scolari, que o apuramento foi um milagre. Juro: um milagre. Que conjugação de astros foi necessária então para que a Dinamarca, que não tem o melhor do mundo, nem jogadores do Real Madrid, Chelsea e Manchester United, se tivesse qualificado à nossa frente? Como se chama um milagre que é maior do que os milagres?

Por ricardo araújo pereira, Edição 21 Novembro 2009 - Jornal "A Bola"

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Castigar Henry?

Sobre o lançe do já celebre França-Irlanda fica apenas um pensamento:

Quando um jogador simula um penalty ou faz uma agressão a outro jogador pode ser castigado por vários jogos já depois de o jogo ter terminado!!

Então porque não castigar exemplarmente o Henry? O que ele fez foi tentar enganar o árbitro jogando a bola com a mão para que esta nao saísse do terreno de jogo demonstrando assim a falta do tal fair-play...

André Cardoso.

L´équipe


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A palavra Cinismo

Os portugueses têm pelas palavras um amor platónico.
Talvez seja uma palavra gasta. Como cidadania. Como amor. Ou como a velha e, por isso, vilipendiada democracia. O que gasta as palavras não é o excesso de uso, mas a falta de correspondência. O que é o amor, quando não é acto de dádiva? Sem gestos, trabalho, coragem, as palavras secam. O amor dos portugueses pelas palavras é demasiado platónico. Habituámo-nos à beleza das palavras nos livros, uma beleza de folhas secas, outonal, consolação desconsolada do que podia ser mas nunca foi. Vivemos de sonhos e queixumes, alucinados pelo que nos falta e faltando à realidade que os sonhos nos pedem. Adiamos. Adiamo-nos. Dizemos que matamos o tempo e deixamos que o tempo nos mate. Um dia destes, pensamos, vou dizer tudo o que não disse. Vou fazer tudo o que não fiz. Pensamo-lo com raiva e desespero e vontade e paixão, solitários por entre as gentes. Depois respiramos fundo e adiamos. Por medo ou brandura ou nem isso. Coisas mais pequenas: cagaço, moleza. Ou a grande palavra dos países que não souberam crescer: deslumbramento. O lado de fora do servilismo, que é o avesso concreto do civismo. Precisávamos de criar um dicionário novo, onde as palavras reluzissem com o significado que possuíam antes de as usarmos como trampolins para tronos de miseráveis poderes, porque é miserável todo o poder que se serve a si mesmo em vez de servir a melhoria do mundo.
Amanhã estaremos todos mortos, meus amigos. Sobreviverá a Terra, com a marca que nela deixarmos. Sobreviverá a poeira da memória que deixarmos nos outros - só isso. Civismo é compromisso com o futuro, exercício de amor. E o amor não correspondido desmorona-se, apaga-se, desfaz-se em névoa e amargura. Nem as pedras resistem ao abandono - a profusão de palácios, edifícios e monumentos em ruína acelerada testemunha os efeitos dessa falta de civismo com que nos desrespeitamos a nós mesmos e à nossa História. A areia das praias cheia de lixo, as ondas do mar carregadas de latas, sacos de plástico, garrafas que trazem a mensagem da nossa pior pobreza, que é a de espírito. As fachadas riscadas de insultos e sujidade são o nosso rosto como nação. Deveríamos começar por aplicar a ira que dirigimos à actriz brasileira Maité Proença por cuspir num monumento diante das câmaras de televisão a todos os portugueses que diariamente escarram no chão ao nosso lado - e são muitos. E também aos que estacionam os carros no meio da rua para irem tratar da sua vidinha, imunes ao incómodo que causam à vida dos outros. E ainda aos que furam filas, a olhar para o ar, aos que acham natural que lhes abramos as portas sem se dignarem a soltar uma palavra de agradecimento. E são imensos os que não sabem agradecer as portas que se lhes abrem, física ou metafisicamente. Civismo é memória e gratidão. Ao cessar as suas funções como presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz lembrou a necessidade de agradecer aos que sabem servir generosamente a causa pública, sem olhar a divisões partidárias. E sublinhou a urgência da prática do civismo como forma quotidiana de combate às múltiplas corrupções. O seu mandato à frente do Parlamento da cidade foi um exemplo de dedicação isenta e valorosa à causa pública. Há outros exemplos assim - mas poucos, muito poucos para que a mudança do país possa ser real.
Enquanto o assalto à vara sobre o erário público continuar a compensar, enquanto os que traem metodicamente os seus compromissos e fazem da lealdade sinónimo de subserviência continuarem a prosperar, enquanto os que vivem a lamber as botas dos poderes vigentes, mendigando mordomias, continuarem a latir de contentes, o país não sai de crise nenhuma. Para isso era útil que os políticos aprendessem aquilo que a lisonja lhes faz esquecer, essa coisa simples que é distinguir o trigo do joio. Os 'valores' com que enchemos e despejamos a boca começam por aí, e é facílimo: basta atender às acções das pessoas, à sua entrega ao bem comum, à correspondência entre o que dizem e o que fazem. Basta não ceder à tentação de confundir lealdade e oportunismo, arrogância e liderança, gabarolice e eficiência. Poucos são os que resistem a tempo inteiro ao encantamento do poder - mas cada um de nós, nas suas acções e atitudes quotidianas, é responsável por isso. Os que hoje mandam não são diferentes de nós - e é em nosso nome e para cada um de nós que exercem a profissão de decidir.
Texto publicado na edição do Expresso de 14 de Novembro de 2009 - Opinião - Inês Pedrosa

sábado, 14 de novembro de 2009

Villas Boas deu às de Vila Diogo

No momento em que escrevo, o Sporting continua sem treinador por não ter tido capacidade para contratar o técnico da Académica de Coimbra. Quem sonha alto arrisca-se a desilusões, e o homem que orienta o último classificado da Liga Sagres e iniciou a carreira no mês passado veio a revelar-se uma fantasia impossível para o clube leonino. Ainda assim, na comunicação social, André Villas Boas foi treinador do Sporting durante cerca de 10 minutos. Apesar da curta carreira, já vai tendo currículo: bateu o recorde do saudoso Vicente Cantatore. Além disso, há que reconhecer que teria sido uma escolha inteligente: a contratação de Villas Boas contribuiria para desestabilizar a Académica, um adversário directo do Sporting na luta pela manutenção. Trata-se de um homem cujo apelido tem dupla consoante, tal como o de Bettencourt, o que é especialmente apropriado para um clube como o Sporting. É um técnico que teria certamente muito para ensinar a jovens como André Marques e Pereirinha, mas também poderia aprender com jogadores mais velhos do que ele, como Tiago e Angulo. Perdeu-se um intercâmbio de conhecimentos que poderia ter sido muito interessante. Mais: sabendo que Sá Pinto é o novo director do futebol profissional do Sporting, é conveniente contratar um treinador jovem, que não tenha memória do que Sá Pinto costumava fazer aos treinadores, com destaque para Artur Jorge.

Enfim, foi pena. Segundo os jornais, José Eduardo Bettencourt pretendia um treinador português e experiente, e André Villas Boas já tem quatro ou cinco jogos oficiais debaixo do cinto, um dos quais conseguiu mesmo vencer. Não será fácil descobrir candidatos mais experimentados. Por outro lado, numa conferência de imprensa que é já histórica, Bettencourt disse que o próximo treinador seria caucasiano. Ao mesmo tempo que excluía, por exemplo, Oceano, a declaração do presidente do Sporting parecia apontar claramente para Villas Boas, cujo cabelo arruivado é uma garantia inequívoca de pertença ao tipo racial que Bettencourt procura.

Ontem, no entanto, tudo parece ter terminado. A meio da manhã, o Sporting comunicou à CMVM que se encontrava a efectuar, e cito, «contactos (…) com o representante do treinador André Villas Boas». Mas, à tarde, a Académica publicava uma nota segundo a qual, volto a citar, «a Académica e o Sporting não chegaram a acordo para a transferência do técnico para Alvalade». E, às 19h10, a página de A BOLA na internet noticiava que José Eduardo Bettencourt, instado a revelar o que teria falhado nas negociações com a Académica para contratar André Villas Boas, tinha dito que, e cito novamente, «não falhou nada, houve por parte da comunicação social muita especulação acerca do tema. Nunca houve contactos directos com quer que seja, mas mesmo assim a comunicação social deu-o como certo no Sporting». Já se sabe como é esta comunicação social. Só porque o Sporting comunica à CMVM que está a efectuar contactos com o representante de André Villas Boas, a comunicação social especula imediatamente que o Sporting está a efectuar contactos com o representante de André Villas Boas. Pelo simples facto de a Académica tornar público que as negociações falharam, entretém-se inventar que houve negociações, e que - imagine-se! - falharam. A saída de Paulo Bento pode ter sido um pouco conturbada, mas felizmente o futuro está a ser preparado de uma forma muito organizada e segura. As bases do novo ciclo são, sem dúvida, muito sólidas, o que deve tranquilizar os sportinguistas

Por Ricardo Araújo Pereira, Edição 14 Novembro 2009 - Jornal "A Bola"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Com a ajuda do Google, pai encontra filha após 30 anos

Uma busca no Google fez com que um pai encontrasse a filha, após três décadas de separação, nos EUA. April Antoniou, de 30 anos, morava no Estado da Geórgia, e o seu pai, Scott Becker, no Kansas. Reencontraram-se este mês e, desde então, têm sido assediados por emissoras de TV norte-americanas.

Antoniou disse que frequentemente procurava o nome do pai no Google, mas que não tinha muita sorte porque o seu nome do era relativamente comum - além do facto dela saber muito pouco sobre ele.

Acabou por digitar «Scott Robert Becker procurando por April» na caixa de buscas do Google há poucos dias, e descobriu um site criado pelo pai há sete anos, cujo endereço é www.aprilbecker.com, e no qual ele redigiu a seguinte mensagem: «Querida April, Quando leres isto, por favor, envia um e-mail para: april@aprilbecker.com. Eu sou o teu pai e gostaria de falar contigo. Quando eu receber o teu e-mail, vou fazer duas perguntas que apenas tu poderás responder. Tens uma irmã mais nova, que quer muito falar contigo. O teu pai Scott Robert Becker». Becker disse a uma televisão norte-americana que tem procurado por April desde que se divorciou da sua mãe, poucos meses depois do aniversário de um ano da filha, e que gastou 10 mil dólares em detectives com o intuito de procurá-la.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Palavras (1)

inadimplente adj. 2 gén. s. 2 gén.

inadimplente (in- + adimplente)
adj. 2 gén. s. 2 gén.
Jur. Que ou quem não cumpre uma obrigação. = incumpridor ≠ adimplente

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entropia s. f.
entropia (francês entropie)
s. f.
1. Fís. Medida da desordem de um sistema.
2. Fís. Medida da quantidade de energia que não é convertida em trabalho mecânico.
3. Desordem ou imprevisivilidade.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Frase

Há seres humanos que quando se confrontam com a forma como a mediocridade e a bestialidade são idolatradas .... têm muita dificuldade em superar as contradições entre os seus valores e princípios e a futilidade das vidas dos que os rodeiam.
Por: Anónimo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Robert Enke (24 Agosto 1977 – 10 Novembro 2009)

Robert Enke morreu aos 32 anos. O guarda-redes atirou-se para uma linha de comboio em Neustadt am Rübenberge, Hanover. "Posso confirmar que foi suicídio", disse Robert Neblung, amigo e empresário do jogador, à agência SID.

O antigo guardião do Benfica, entre 1999 e 2002, recuperava de uma infecção que o afastou dos relvados nas últimas semanas e estava prestes a regressar à competição. Enke e a sua mulher, Teresa, ainda estavam de luto pela morte da filha Lara, ocorrida em Setembro de 2006, após complicações cardíacas decorrentes de uma operação aos ouvidos.

"É uma notícia horrível", disse o presidente do Hannover 96, Martin Kind, que foi informado pela polícia no aeroporto, quando regressava de uma reunião da Liga alemã. "Esperávamos muito coisa, mas algo assim não, não sei o que aconteceu e porquê", disse Kind à agência dpa.
O presidente do clube da Bundesliga, onde joga o português Sérgio Pinto, mostrou-se convicto, no entanto, de que a morte de Enke "não teve nada a ver com o futebol".
Devido à infecção bacterial, o antigo guarda-redes das águias esteve algum tempo afastado dos relvados, não participando nos jogos do seu clube nem sendo convocado para os últimos quatro encontros da selecção, depois de ter conquistado a titularidade.
Também não tinha sido chamado para os jogos particulares com o Chile e a Costa do Marfim, a 14 e 18 de Novembro. No entanto, o seleccionador, Joachim Löw, tinha deixado claro que contava com ele para número um da baliza alemã no Mundial'2010, na África do Sul.
Enke, internacional oito vezes, nasceu a 24 de Setembro de 1977, em Jena, na então República Democrática da Alemanha, e ao longo da sua carreira representou o Carl Zeiss Jena, o Borussia de Mönchengladbach, Benfica, Barcelona, Fenerbahçe, Tenerife e Hannover 96, no qual alinhava desde 2004.
A Federação alemã recebeu a notícia logo após um dos treinos do estágio que está a realizar em Bona para o jogo com o Chile. Entretanto, o organismo publicou um comunicado em que manifesta o seu "profundo pesar" pela morte de Robert Enke, e Joachim Löw e o director desportivo, Oliver Bierhoff, informaram os jogadores. "Estamos todos muito chocados e sem palavras", disse Bierhoff à SID.

O governador da Baixa-Saxónia, Christian Wullf, mostrou-se também muito abalado com a notícia da morte de Enke. "A Alemanha perdeu um atleta de excepção e uma pessoa sensível, que foi um exemplo para muitos, estamos de luto e enviamos condolências à mulher, à família e aos seus muitos amigos", disse Wullf num comunicado da chancelaria do governo regional, em Hanover.

A nível profissional, o melhor elogio que podemos fazer a Robert Enke é que foi, aos 19 anos, um digno sucessor de Michel Preud'homme. Um atleta íntegro e dedicado, que defendeu a nossa camisola com brio e competência muito acima da média. Paz à sua alma.

A Frase

«Sou realista. Se fizesse o jogo pelo jogo, ao intervalo já estávamos a perder por 5-0. Jogar taco a taco frente ao Benfica era o mesmo que dar um tiro na cabeça»

Agusto Inácio - Treinado da Naval.

A Bola - capa de dia 10 de Novembro


09 de Novembro de 2009 - Benfica 1 - 0 Naval.

sábado, 7 de novembro de 2009

Esta vida são dois dias e 'forever' são 171

O treinador do sétimo classificado do campeonato nacional demitiu-se e, surpreendentemente, os jornais não falam de outra coisa. Para um clube que se queixa de falta de atenção da imprensa, estes só podem ser dias muito felizes. Adeptos e dirigentes do Sporting protestam muitas vezes por terem menos espaço nas primeiras páginas dos jornais do que os principais adversários. Talvez seja verdade: dos três grandes, o Sporting será o que tem menos visibilidade na imprensa. Mas, dos clubes do meio da tabela, é o que tem mais. Eis o lado positivo da questão — no qual os sportinguistas, pessimistas como só eles, nunca reparam.

Três ou quatro meses depois de terem dado um esmagador voto de confiança a um presidente que lhes tinha prometido «Paulo Bento forever», os sportinguistas exigiram, através de lenços brancos, faixas insultuosas e desacatos, que o treinador fosse despedido. O presidente não lhes fez a vontade: Paulo Bento não foi despedido, demitiu-se. Não foi o Sporting que disse a Paulo Bento que não estava mais interessado no seu trabalho. Foi Paulo Bento que comunicou ao Sporting que o clube não era suficientemente ambicioso, competitivo e decente para ele. E ainda diziam que o homem não tinha visão nem percebia de futebol. Afinal, era das pessoas mais perspicazes que o Sporting tinha.

No entanto, na hora da saída, Paulo Bento fez algumas declarações que contrariam um pouco a ideia de que faz análises sensatas do momento que o Sporting atravessa. Disse, por exemplo, que os sportinguistas deveriam deixar de ter o actual complexo de inferioridade em relação ao Benfica. Qualquer observador isento sabe que não se chama complexo de inferioridade àquilo que os sportinguistas sentem. Chama-se simplesmente realismo. Enquanto o Benfica despachava facilmente a equipa que, no ano passado, ficou em quinto lugar no campeonato inglês, o Sporting esforçava-se por empatar em casa com uns desconhecidos. Pedir a esta gente que não tenha complexos de inferioridade em relação ao Benfica é como dizer ao Zé Cabra que não deve sentir-se inferior ao Pavarotti.

Neste momento, o Sporting precisa de calma. Há que contratar um Manuel Cajuda qualquer e começar a lutar seriamente pela manutenção, quem sabe até pela Europa. E, para o ano, esperar por adversários um pouco menos poderosos do que o Ventspils, e tentar fazer um brilharete.

Por Ricardo Araújo Pereira in jornal abola 07/11/2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Também foram os 'No Name Boys' que andaram aos tiros em Alvalade?

Para João Gabriel, director de comunicação do Benfica, «a Federação Portuguesa de Futebol actuou com ilegalidade» ao atribuir o título nacional de juniores ao Sporting. Do lado do Sporting, Pedro Mil-Homens, administrador da SAD, tem sobre o assunto uma opinião exactamente contrária: «a Federação Portuguesa de Futebol aplicou a Lei.» Normalmente é assim entre Benfica e Sporting. Raramente estão de acordo na apreciação dos factos.

Tome-se por exemplos os dois factos mais recentes.

O primeiro facto em causa ocorreu em Alcochete, na Academia sportinguista, palco do jogo decisivo do campeonato nacional dos mais jovens. Ao Benfica bastava o empate para conquistar o título e era precisamente esse o resultado, 0-0, quando aos 25 minutos da primeira parte deu entrada no recinto a claque benfiquista dos No Name Boys que tinha ficado retida por força do intenso tráfego no rio Tejo ou por força dos procedimentos de segurança que se presumem obrigatórios na organização de espectáculos deste género.


E, logo aqui, se presumem novos desentendimentos entre as opiniões benfiquistas e sportinguistas. Os benfiquistas garantem que o que reteve a claque foi uma barreira policial de controlo. Mas, para os sportinguistas, a claque dos visitantes chegou tarde ao jogo ou de propósito ou porque se demorou na travessia do rio — uma desova de robalos a sudoeste do 18.º pilar da Ponte Vasco da Gama ainda veio complicar mais as coisas…

Lamentavelmente não há imagens televisivamente que esclareçam esta problemática. As imagens de que todos dispomos são já do interior da Academia, com o jogo a decorrer, e com as claques afectas aos dois emblemas entretidas numa ruidosa guerra de paus e de pedradas.

Para os sportinguistas, foram os No Name Boys que entraram no recinto carregados de pedras que, imediatamente, começaram a lançar sobre a assistência que tinha chegado primeiro. Para os benfiquistas, passou-se precisamente o contrário. Recebidos com paus e com pedras na Academia de Alcochete, os elementos da claque benfiquista limitaram-se a responder utilizando o mesmo material.

A única solução sensata deste triste conflito — a repetição do jogo à porta fechada e a punição dos dois clubes — foi, ao que parece, imediatamente posta de lado pela Federação Portuguesa de Futebol.

E, no final de um longo processo de investigação, prevaleceram os argumentos dos responsáveis do Sporting que vincaram muito bem vincado, e logo em cima do acontecimento, que sendo o Benfica um clube muito popular e que sendo Sporting uma agremiação de origem brasonada e de gente das melhores famílias seria «de todo» impossível que fossem os seus adeptos a atirar as primeiras pedras.

E foi a esta conclusão que chegou também o Conselho de Justiça da FPF: «os adeptos da casa invadiram o terreno de jogo em fuga às tentativas de agressão, que incluíram arremesso de pedras, por parte da claque visitante.»

Vamos lá então ao segundo facto…

Na noite de domingo, em Alvalade, o Sporting empatou com o Marítimo e, no final do jogo — que decorreu até ao fim… — e de acordo com os relatos da imprensa, sempre imparcial, houve «uma tentativa frustrada de invadir o hall vip», «tiros para o ar e jogadores sitiados no estádio» e uma acção policial «que só à bastonada e à lei da bala conseguiu repelir os adeptos em fúria».

A coisa foi brava. Segundo o superintendente Costa Ramos, da PSP, «a própria Polícia foi apedrejada e levou com grades em cima».

Impossível! «De todo», impossível!

E, claro, também sobre este episódio benfiquistas e sportinguistas têm opiniões diferentes. Ou, melhor, enquanto uns têm uma certeza, os outros têm uma dúvida.

Os sportinguistas têm a certeza de que, uma vez mais, os autores dos desacatos em Alvalade foram os No Name Boys que, pintados de verde, se infiltraram no recinto na ânsia de causar confusão e de provocar divisões nas fileiras do adversário.

Os benfiquistas, esses, têm uma dúvida:

— Mas também foram os No Name Boys que andaram aos tiros em Alvalade?

Os benfiquistas têm, aliás, várias dúvidas:

— Mas as claques dos outros clubes também atiram pedras?

— Mas, no Sporting, não é costume deles resolverem todos os conflitos internos através de enfadonhos jogos de cricket?

— E o que é que nós temos a ver com isso?

Isso mesmo. Sejamos desportistas.

Parabéns ao Sporting pelo seu título nacional de juniores.

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O Benfica devia apelar ao Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. Não, não é por causa do título de juniores, que está muito bem entregue, muito bem resolvido e que devia até fazer jurisprudência em casos semelhantes de violência fora das quatro linhas.

O Benfica devia apelar ao Conselho de Justiça por causa das ocorrências no túnel do Estádio Axa, em Braga, e em função da tal jurisprudência que emanou da decisão tomada sobre as ocorrências na Academia de Alcochete no tal jogo decisivo do campeonato de juniores.

A questão para a nossa justiça desportiva é esta:

— Quem é que começou?

E, de acordo com o Conselho de Justiça, quem começou é quem tem de ser fortemente penalizado. Ou seja, o primeiro agressor é condenado e quem, em legítima defesa, responde a agressões deve ser premiado.

Há westerns maravilhosos a partir deste pressuposto.

Voltando ao futebol.

Se esta lógica funcionou para premiar com o título de campeão nacional de juniores o Sporting, deveria também funcionar para premiar os jogadores do Benfica que, fora das quatro linhas, foram agredidos no intervalo do jogo com o Sporting de Braga. Sempre de acordo com os factos tal como foram relatados na imprensa, Ramires foi agredido por um elemento da segurança bracarense, o treinador-ajunto Raúl José foi agredido por Vandinho e Cardozo foi agredido «de vários lados» mas, principalmente, por Leone. O nosso bom paraguaio, que basta olhar para ele para vermos que tem mesmo cara de facínora, agredido de «vários lados» é bem capaz de ter levantado a mão para se proteger. Também não se pode exigir a Cardozo, que tem aquele sorriso de assassino que é a sua imagem de marca, que não exerça os seus direitos à legítima defesa quando lhe cai em cima uma saraivada de murros.

Conclusão: o árbitro expulsou Cardozo no túnel e o Benfica vai jogar sem Cardozo contra a Naval e contra o Vitória de Guimarães.

Quanto ao que se passou dentro das quatro linhas, a coisa é fácil de resumir. O Benfica foi frequentemente superior ao Sporting de Braga mas teve um grande problema com a autoridade visto que o Benfica nunca conseguiu, ao longo de 90 minutos, ser superior ao árbitro que veio do Porto. Curiosamente, os acontecimentos do túnel, reflectem muitíssimo bem o que se passou no relvado.

Por Leonor Pinhão, Edição 05 Novewmbro 2009 - Jornal "A Bola"

terça-feira, 3 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Cardozo agredido no túnel por segurança

Quando o árbitro apitou para o intervalo, Di María chutou a bola contra o banco bracarense e cuspiu na direção de Domingos.

Esta atitude provocou a ira dos jogadores do Sp. Braga que se envolveram com os atletas encarnados à entrada do túnel de acesso aos balneários, questionando a ação do internacional argentino.

O treinador do Sp. Braga e vários elementos ligados aos dois clubes tentaram, sem sucesso, separar os jogadores. A polícia teve de intervir mas, já no meio da confusão, o defesa do Sp. Braga, Ney Santos, agrediu Cardozo com uma bofetada. No entanto, quando o paraguaio se virou para trás já só viu André Leone, tendo ficado com a sensação de que foi o defesa brasileiro quem o agrediu.

Já dentro do túnel, Tacuara foi tirar satisfações com Leone. Os ânimos aqueceram e os dois sul-americanos agredirem-se mutuamente, tendo sido necessária a intervenção dos seguranças que, na tentativa de acalmar os jogadores, agrediram o avançado encarnado.

Antes de entrar para o túnel a equipa de arbitragem afastou-se da confusão para ter uma visão privilegiada de tudo o que aconteceu, e quando observou os dois jogadores a agredirem-se deu, imediatamente, ordem de expulsão.